sábado, 31 de maio de 2008

A verdade de cada um


Ter um blog às vezes é abrir a página e começar a divagar um pouco. São tantas coisas sobre as quais podemos falar, mas a verdade é que poucas interessariam às pessoas de um modo geral. Mesmo este espaço, que pretende algumas abordagens de caráter reflexivo voltado para temas como espiritualidade, espiritismo, psicologia humana, sem pretensão de ser científico ou dono de alguma verdade, mesmo aqui, no ponto exato de tais conjecturas, são poucos os que se interessam pelos temas.
Neste momento eu pensava: gostaria de ser profundo, gostaria de alargar os horizontes de minha mente e poder dizer aos outros as realidades que percebo ante meu intelecto e meus sentimentos. E me pergunto: Será que interessaria a alguém?
E a pergunta tem um significado, a grande maioria das pessoas estão mergulhadas a tal ponto nas ilusões da vida material que para elas falar de transcendência humana, falar do sentido da vida, é quase que uma aberração. Muitos estão por aí sentados em bares, participando de festas agitadas, fazendo sexo indiscriminadamente, usando drogas, entorpecendo a alma, enfim, e a vida para esses não passa disso. Por muito que digam crer em alguma coisa além, não conseguem viver, não conseguem, na verdade, pensar além do imediatismo dos momentos transitórios em que se empanturram de algum tipo de alimento psíquico que os façam sentir-se vivos, embora se julguem mortos e, talvez, toda essa busca desenfreada de sensações seja o sinal mais evidente de que se sentem mortos.
Parece paradoxal. Mas muitas coisas na vida são paradoxais. Principalmente nós seres humanos.
E é aí que eu pensava na questão da expansão da consciência. Diante dessas reflexões fica fácil entender porque os espíritos amigos dizem que a maioria desperta no além com graves problemas conscienciais. Esquecem que são seres inteligentes destinados a perfeição,que significa domínio da razão sobre os instintos e vivência em harmonia com as leis divinas , vivem uma vida animalizada, e isto não se faz impunemente. E o motivo é bem simples: a lei de Deus está escrita em nossas consciências. E por mais fujamos de nossas reais responsabilidades, haveremos de encontrá-las adiante com as mesmas feições ou até piores.
Alguns acreditam que tal argumentação é um mero repetitório de fórmulas verbais destinadas a atemorizar os fanáticos e os fracos. E bradam que o importante é ser feliz. Só que esquecem um detalhe: a Morte vai chegar mais cedo ou mais tarde. E aí a coisa fica séria. A não ser que se acredite que depois da morte vem o nada, alguma coisa há de resultar de todas as nossas ações no mundo.
Se a maioria pudesse se ver, com mais clareza, como quem olha do alto, quem sabe desenvolveria um senso-crítico mais apurado, quem sabe não se deixasse levar tão facilmente por conceitos equivocados e errôneos, quem sabe tivesse mais amor por si mesmo e buscasse um caminho de paz e equilíbrio.
Sei que são meras conjecturas. Sei que alguns certamente torcerão o nariz, não quererão nem ler essas páginas. Mas uma coisa é certa. A verdade de cada um vai aparecer mais cedo ou mais tarde.


Nery

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Ao Encontro da Sombra

Em seu livro, Ao Encontro da Sombra, Connie Zweig e Jeremiah Abrams afirmam:

“O lado escuro não é nenhuma conquista evolucionária recente, resultado de civilização e educação. Ele tem suas raízes numa sombra biológica, que se baseia em nossas próprias células. Nossos ancestrais animalescos, afinal de contas, sobreviveram graças às presas e às garras. A besta em nós está viva, muito viva — só que a maior parte do tempo encarcerada.”
Estamos no terreno das manifestações humanos inconscientes, em que a temática do Ego é outro ponto de grande interesse.
A maioria dos seres humanos desconhecem os motivos subjacentes a suas atitudes e comportamentos. Não se detém a analisar a si mesmos e vivem uma verdadeira alienação do ponto de vista dos caminhos que escolhem.
Toda essa visão da psique humana se enriquece com a compreensão de que todo ser humano é uma entidade espiritual em um corpo de carne, verdade essa que, por ser ignorada ou não aceita, impede que as doutrinas psicológicas e psicanalíticas avancem em seus postulados para uma abordagem mais autêntica da criatura humana.
Sem considerar que um indivíduo é o resultado não só das influências hereditárias, mas também dos atos praticados por ele em vidas passadas, ficamos brincando de estabelecer hipóteses para as manifestações da personalidade de uma pessoa.
Esse elo, que estabelece uma relação lógica entre tempo e espaço, é visto apenas na superfície pelas doutrinas que desconsideram a lei das vidas sucessivas, embora apresentem muitas teorias válidas num sentido restrito, no todo se perdem por não conseguir chegar a uma formulação coerente e lógica do complexo mecanismo que o psiquismo apresenta.
E perdem-se nos velhos chavões “da mãe culpada” , “da sexualidade reprimida” , “da castração infantil” , entre tantas outras postulações que no dizer de um psicanalista reencarnacionista, não passam de uma forma pueril e simplista de encarar a realidade.
É certo que a maioria da população não está muita interessada em refletir sobre tais temas, até porque o nível de consciência predominante em nossos dias, tomando de empréstimo uma classificação psicanalítica é o de “sono” , ou seja, a preocupação é comer, beber, fazer sexo e basta. Porém, considerando que ninguém escapa do processo evolutivo, tais reflexões terão de chegar um dia para todos.
Vencer o animal em nós é tarefa hercúlea de reeducação e mudança de condicionamentos. As idéias psicanalíticas tem, a sua maneira, tentado ajudar, apesar de que desconsideram o essencial e formulam soluções inadequadas.
Cada um conscientize-se e faça a viagem do conhecer a si mesmo, não há outro caminho para se conquistar a felicidade e ascender espiritualmente rumo a estágios cada vez superiores.




O que estamos buscando


A vida é mágica em suas oportunidades,
todos temos sonhos, ideais, esperanças
e eles são importantes na medida
em que podemos conhecer mais
sobre nós mesmos...

O que faz a felicidade de uns,
nem sempre é o que faz a felicidade de outros.
Mas o que todos estamos buscando de verdade
é o AMOR.


Não há nada mais angustiante que a solidão.
Nada é mais cruel que o abandono.
Nada é mais doloroso do que a perda.

Entretanto, todos vamos tirando das experiências
a força para seguir sempre em frente.
Embora machucados, embora feridos,
levamos dentro de nós a certeza
de que algum dia, em algum lugar , a plenitude do amor
se realizará em nós...

Assim, uma canção, um filme, uma obra de arte,
vão retratando sentimentos
que experimentamos e nos fazem humanos
e nos ensinam que tudo passa, tudo se renova,
e despertamos em outras manhãs ensolaradas
para glorificar a vida, que é eterna,
em todos os sentidos.



sexta-feira, 23 de maio de 2008

Ânimo Firme

Enquanto vivemos no mundo,
envergando um corpo de carne,
muito pouco nós sabemos
sobre as experiências que vivenciamos...

Abraçamos com grande afã
alegrias e contentamentos,
mas surge a desdita, a dor , a rude batalha
logo sentimo-nos feridos e ao abandono.

Tudo é bênção do amor
para o nosso crescimento,
por isso é preciso coragem
e ânimo firme em todos os momentos.

Infortúnio verdadeiro é fazer outros infelizes,
é querer construir sobre os escombros do outro,
seus castelos de fantasia e ilusão,
sem considerar a sementeira que está produzindo.

Assim , sejam quais forem as provas e amarguras
que hajas de colher na vida, mantém a cabeça em pé,
lembra que o crescimento se faz entre altos e baixos
e que a consciência íntegra te dará a paz que esperas.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

AS COISAS QUE FICARÃO

Corre-se tanto na vida
atrás de coisas perdidas...

De muito dinheiro que fica
nos cofres e contas bancárias.

De corpos bonitos e perfeitos
que logo murcham e se acabam.

De posição, de destaque, de títulos,
que depois ninguém se lembra.

De autoridade, poder, supremacia,
que apenas atormentam quem os têm.

Ah, humanidade!
Humanidade!

Há tantas coisas importantes
e que andam esquecidas...

O perdão àquele que erra,
às vezes apenas por incúria.

A convivência com a família,
o abraço, o sorriso, a conversa amiga.

A visita ao doente sozinho e triste,
A solidariedade a quem sofre e expia.

A simplicidade de saber-se pequeno
ante a grandeza do universo e do saber...

A oportunidade de acertar,
mesmo que outros não o queiram fazer.

Ah, essas coisas é que ficarão
e o que não as tiver cultivado
sentirá o coração vazio e frio
com a certeza que viveu de ilusão.

Nery

Que Ignorância é essa?


A frase de Jesus: "Perdoai-lhes, porque eles não sabem o que estão fazendo." Num momento em que vivia a agonia da cruz, revela não só a grandeza de seu espirito cheio de amor, como aponta para todos nós um dos maiores problemas que enfrentamos em relação a nossa condição de seres em evolução: trata-se da IGNORÂNCIA .

Não saber é ignorar, desconhecer. Jesus se referia à ignorância espiritual daquele povo que se aferrava aos valores mundanos e materiais a ponto de perpetrar o crime do sacríficio de semelhantes em favor do orgulho, da vaidade e da arrogância pessoais.

O clamor do Mestre naquele momento foi um ato de profunda piedade e , ao mesmo tempo, enunciava o quanto aqueles espíritos necessitariam aprender, em reencarnações futuras, em relação ao verdadeiro sentido da vida e da consideração pelo próximo, tão bem definida na expressão: "amai-vos uns aos outros como eu vos amei."

Essa ignorância que, naquele tempo ,tinha sua razão de ser, dado o primarismo das consciências envolvidas naquele cenário de revelações e testemunhos, poderia servir de desculpa para a nossa atual sociedade humana?

Depois de mais de vinte séculos de cristianismo, pode o ser humano pretextar ignorância a respeito das verdades de sua condição espiritual?

Não terão sido claras todas as lições e advertências propagadas ao longo do tempo, repetidas diuturnamentes sobre a realidade neste mundo? Não teria a humanidade como um todo motivo de sobra para compreender que a vida é transitória e dela nada se leva, só as virtudes ou os defeitos?

Assim deveria ser. Mas infelizmente não é o que acontece. Encontramo-nos ainda profundamente ligados aos valores materiais, enquanto repetimos textos belíssimos que falam de despreendimento. Continuamos cultivando vícios e atitudes indignas, remanescentes das velhas incursões carnais, muitas vezes, repetindo preces comovidas que enunciam nosso desejo de alcançar o "reino dos céus" .

Permanecemos querendo dominar, impor, ditar regras, fazer-se maior que os outros. Enquanto exalçamos a urgência da humildade e do amor ao próximo, do bom-senso e do equilíbrio.

Na verdade, ainda ecoa em nossos ouvidos "eles não sabem o que estão fazendo".

Não sabem ou não querem saber? Será que ainda repetimos as velhas formas do culto judaico:

"bonitos por fora e cheios de podridão por dentro"? A quem afinal de contas pretendemos enganar.

Será que a mensagem não é clara? Será que nos parece impossível alcançar essa excelência de "homem de bem" e nos conformamos em ser "homem de aparência", que, entretanto, sabe que um dia verá a consciência despertar em intensa frustração e sentimento de culpa por haver negligenciado oportunidade excelente de fazer-se melhor?

Ninguém constrói para ninguém, cada um é o responsável por si mesmo. Não adianta querer arrastar consigo quem se recusa a caminhar. O crescimento pessoal é um ato de assunção, ou seja, o indivíduo deve assumir o desejo de renovar-se, de ser melhor, enquanto isso não acontece distrai-se com os velhos hábitos que acalenta, fazendo de conta que a vida é uma grande colheita de gozos e satisfações egoisticas, renovadas e reiventadas todos os dias, porque são estéreis em si mesmas.

Adverte-nos Joanna de Ângelis em um de seus textos que nada do que for vivido como sensação e prazer será motivo de contentamento além do instante em que se dá. A verdadeira felicidade e plenitude ainda parece ser aquele dita por Chico, a do dever cumprido. A da busca do bem sem trégua.

Podemos continuar querendo ser ignorantes. Podemos até sê-lo, em verdade. Porém, ninguém está impedido de estudar e esclarecer-se, de ser melhor e mais humano. De respeitar o semelhante e compreender a transitoriedade das coisas no planeta.

Possivelmente , se O Cristo estivesse entre nós e fosse martirizado em algum tipo de reality show, bem ao gosto da leviandade de nossa geração, diria: "Em verdade, o que alegarão para justificar o que estão fazendo?"

Porque a nossa IGNORÂNCIA, agora , é uma opção calculada e insana.
Nery

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Nada deve nos afligir


Enquanto estamos no mundo
queremos tudo certinho:
casa, conforto, comida,
amizade, amor e carinho.

Nas lutas de cada dia,
esperamos sempre o melhor:
conquistas, dinheiro, prazer,
a felicidade ao nosso redor.

Mas a vida é um roteiro
de lições que desconhecemos,
às vezes o que dá certo, é perda,
e o ganho é quando perdemos.

Parece uma difícil conclusão,
porque ninguém espera o fracasso;
mas o que é sucesso pra uns,
é o que lhe vai causar embaraço.

Assim, nada deve nos afligir,
deixemos as exigências de lado,
com trabalho e perseverança
o mais nos será acrescentado.

E se o sonho e a fantasia
nos fascinarem o coração e a mente
lembremos de Jesus e sigamo-lo,
pensando em amar unicamente.

Joanna escreve sobre Integridade


Em tempos de completa falta de crença nas atitudes humanas, faz-se necessário refletir seriamente sobre um tema muito importante: a integridade.
E ninguém melhor do que Joanna de Ângelis, com sua sabedoria e experiência, para nos auxiliar nessa reflexão. Em suas palavras ressaltam-se o valor do conhecimento espiritual para o ser humano e a necessidade de fazer luz na consciência, através de uma conduta verdadeiramente cristã. Não é fácil, por certo, seguir esse roteiro, mas ninguém, também, poderá fugir dele, porque estamos todos nas teias do processo evolutivo que nos impulsiona para adiante, mesmo quando pensamos em estacionar.



Integridade

A integridade moral do ser humano é um compromisso que deve ser mantido em relação à vida, por meio do qual se haurem valores que enriquecem, predispondo para a plenitude.
A vulgarização dos sentimentos, que decorre da massificação devoradora dos ideais e da individualidade, responde pela paulatina perda dos requisitos que constituem a integridade moral.
A artificial necessidade de conseguir-se o triunfo a qualquer preço tem conduzido os seus aficionados à perda do significado primordial da existência, que é a sua espiritualização, ora colocada em plano secundário ou mesmo nem sequer pensada, desde que os interesses imediatos, fixados no prazer e no desfrutar, rejeitam os demais valores, anteriormente cultivados com respeito e sacrifício.
Certamente, a revolução industrial e tecnológica alterou o comportamento dos indivíduos em relação a conceitos castradores predominantes no passado, mais preocupados com a aparência do que com a realidade.
Estribados em propostas perversas e impeditivas do autodescobrimento, tornaram-se responsáveis pelo atual repúdio, quase automático, a tudo quanto signifique mecanismo de iluminação, mediante a renúncia e o sacrifício pessoal.
Tais propostas parecem afrontar a razão contemporânea, desencaminhando-a dos seus objetivos práticos e imediatos, conseguidos a duras penas culturais e emocionais.
Sucede, no entanto, que, sem abdicar-se do raciocínio, antes adotando-o, torna-se indispensável considerar a fugacidade do corpo e do seu notável mecanismo, preparando-se o ser para o prosseguimento da evolução em outra condição no campo da energia.
Essa transitoriedade orgânica tem gerado o hedonismo, a ambição desenfreada para o desfrutar intensamente das concessões que são oferecidas, enquanto é tempo, porque, de um para outro momento chega a morte, anulando tudo e a tudo consumindo, conforme se pensa nessa filosofia imediatista.
A conclusão, eminentemente materialista, é falha, porque o gozo que se deriva do abuso é perturbador, quando não mortal. Ademais, o prazer, em si mesmo, satura após fruído, deixando sensação de incompletude, de frustração. Em face desse resultado, foge-se na direção de novas buscas utópicas, procurando-se justificativas para os comportamentos extravagantes e inconseqüentes.(...)
Torna-se inadiável a redescoberta da integridade moral do indivíduo.
Integridade de pensamento, de palavra e de ação.
Mediante a integridade o suborno e a corrupção cedem lugar à ordem e à vivência dos significados profundos da vida.
Redescobrir a integridade, neste momento de conflitos e danos de todo porte, é alternativa única, por certo, para tornar o indivíduo autêntico perante si mesmo, o seu próximo e Deus.

Joanna de Ângelis
Psicografia Divaldo Franco. Do livro: Diretrizes para o Êxito

terça-feira, 29 de abril de 2008

Os homens e Jesus


Recebi um e-mail falando sobre um filme intitulado Corpus Christi , em que Jesus aparece junto a seus discipulos como um grupo de homossexuais. Pesquisando na Internet soube que tal filme, na verdade, não existe. Pelo menos até agora não se tem notícia de sua realização.

Entretanto, há uma peça teatral, de mesmo nome, que teve estréia em 1988 nos Estados Unidos apresentando a mesma temática do suposto filme.

Não é de se estranhar notícias como essa e mesmo as realizações artísticas que se tem feito sobre a pessoa de Jesus. A tendência de certos intelectuais, ao longo do tempo, é retratar Jesus como um fraco, humilhado, ou como um homem comum com todas as fraquezas humanas.

Que o Senhor renasceu entre nós, vestindo um corpo de carne transitório, não padece dúvidas. Mas nivelar sua condição moral às nossas mazelas de seres ainda animalizados e imperfeitos é algo que traduz complexos mecanismos de sentimentos de inferioridade e ignorância.

Não podendo compreender as reais engrenagens da vida, não podendo subir até ao Mestre, por sublimação e renovação, muitos preferem diminui-lo em sua grandeza, ao mesmo tempo em que depreciam o sentido de sua missão, com o intuito de instalar o caos.

Os que assim procedem, são verdadeiros médiuns das trevas, espalhando a confusão sobre a personalidade do Cristo esperam espalhar a descrença, deixando a todos na vala comum da falta de esperança e na desconfiança em relação a mensagerm libertadora do Senhor.

Tais fatos continuarão ocorrendo enquanto permenecermos distantes Dele, mergulhados na fascinação dos sentidos, acreditando que o prazer do corpo liberta, quando só aprisiona e gera desdobramentos de resgates e dores .

Ninguém se engane. Ninguém se espante. Deixem que vociferem os incautos e os perversos, o dia do despertamento deles chegará, a lei das vidas sucessivas existe para a educação do espirito.

Cada um, a seu turno, trabalhe e persevere, com responsabilidade e respeito a todos, lembrando que o Cristo nos tem tolerado desde o início, e permanece impassível, inatacável em sua grandeza, esperando que abandonemos o primitivismo que ainda nos caracteriza para que possamos sair das trevas para a luz.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Um olhar além


Todos os dias despertamos no mundo, após uma noite de sono, cultivando os ideais que caracterizam nossa maneira de viver a vida. De certa forma, são conteúdos emocionais que se cristalizam em termos de expectativas. A expectativa de conquistar um melhor ganho financeiro, a expectativa de encontrar um grande amor, a epectativa de conseguir destaque social, a expectativa de ter poder e controle sobre as coisas, enfim, tudo é sentido como ausência. Realizar-se é alcançar alguma coisa que está fora da própria individualidade.
Esta maneira de encarar as coisas apresenta dois resultados: ou a pessoa sente-se permanentemente frustrada, pois nunca atinge ou obtém tudo o que deseja; ou começa a sentir-se inferior, incapaz, incompetente para alcançar suas metas.
O problema das aquisições existenciais assim se coloca, evidenciando uma miopia da maioria dos indivíduos para o que seja o real sentido do existir e quais as prioridades que devem nortear a conduta de cada um.
Enquanto permanecemos nessa roda-viva do ter para ser, só adquirimos mesmo desencanto e ônus para as nossas consciências, porque estaremos deixando de lado o que realmente importa.
Ser feliz, é óbvio, é uma meta de todos. Porém a felicidade geralmente não está onde a enxergamos. E o próprio resultado da vida para muitos já provou isso, mas as pessoas esquecem as lições e voltam a incorrer nos mesmos enganos, ferindo-se e machucando-se como já o fizera de outras vezes.
O Espírito Joanna de Ângelis nos adverte: " A ansiedade pela aquisição de valores sem valor real, produzem contínua perturbação que afeta o sistema emocional dando curso a insidiosas enfermidades de consequênsias funestas."
Encontrar a felicidade e a paz em roteiros mentirosos só nos leva a atrasar o próprio passo na conquista de entendimento e compreensão reais das verdades do ser imortalista que somos.
E se tudo isso, por vezes, parece dificil, reflitamos com Joanna , nas palavras que seguem, sobre o que é necessário para o equilíbrio e a paz:
"Basta que não ambiciones em demasia, que corrija os ângulos
da observação da vida, que ames e perdoes, que te entregues às
mãos de Deus que cuida das "aves do céu" e dos "lírios do
campo" e que, por fim, cumpras fielmente com teus deveres."

Desta forma, certamente, conseguiremos olhar um pouco mais além e não nos permitiremos apanhar nas armadilhas que, numerosas vezes, nos custam pesados encargos morais .

sábado, 19 de abril de 2008

Três perguntas importantes:

l. Como tenho agido em relação às pessoas ? Será que é a maneira que gostaria que
agissem comigo?

2. Tenho lutado contra minhas imperfeições e procurado evitar os erros da
irreflexão que, certamente, já foram causa de quedas no passado?

3. Que conquistas tenho feito em relação a minha espiritualidade e de que forma
posso verificá-las ?

De acordo com as respostas dadas a essas questões já podemos vislumbrar ,de certa forma, o que nos espera no amanhã. Lembremos que ninguém se torna merecedor de um
paraíso que não ajudou a construir.

Mais um alerta

Não caminhamos no mundo à maneira de aves sem direção, como se cada vivência fosse apenas um desenrolar de acasos compondo o grande caos da existência. Somos seres existindo no tempo e no espaço, a lei de evolução orienta nossa marcha ainda que a ignoremos. No entanto, já tendo a consciência desperta, a vida não pode ser um exercício de acumular horas e contar realizações como se tudo levasse a lugar nenhum. A reflexão é uma necessidade urgente. Amai-vos e instrui-vos, ensinou-nos o consolador. Conscientizai-vos de vossa realidade espiritual, gritam as lições diárias. Aproveitemos o texto abaixo para mais esta parada em nossa corrida pelos bens do mundo e leiamo-lo com o coração. Embora singelo, diz verdades que só pouco a pouco vamos podendo compreender, compreender para vivenciar, vivenciar para ser , verdadeiramente, feliz.


Não tenhais medo

Filhos, não tenhais medo da vida, nas provas e surpresas do caminho;
Não tenhais receio do amanhã, que somente a Deus pertence.
Vivei com alegria e destemor, submissos à Vontade Divina em
qualquer circunstância.
Combatei os vossos erros, todavia compreendei a necessidade de
aprender a lição nos reveses a que ninguém se furta.
Colhei, resignadamente, na gleba que plantastes, sem reclamar dos
espinhos que vos dilaceram as mãos que não souberam separar as urzes do
bom grão.
Que a revolta silenciosa não vos amargure a existência, determinando
as vossas mais veladas atitudes.
Não vos canseis de ser generosos, tolerantes e compassivos.
Amai sem esperar serdes amados.
Cumpri com as vossas obrigações pelo pão de cada dia, recordando-vos
de que o Senhor alimenta os pássaros e veste os lírios do campo...
Não leveis a vida de forma leviana e inconseqüente, sem atinar que as
sombras que rondam os passos alheios também espreitam os vossos.
A dor que nos tira a tranqüilidade é a mesma que nos possibilita tomar
consciência de nossas fragilidades.
Se, de quando em quando, o sofrimento não visitasse o homem, é
possível que ele jamais se interessasse pela transcendência da Vida.
Não vos permitais, pois, concessões de qualquer natureza, na
satisfação dos próprios desejos.
Se a ascensão do espírito é infinita, a queda a que voluntariamente se
arroja não conhece limites... Sempre haverá como descer a mais fundo, escuro
e indevassável abismo de dor.
Filhos, vivei somente com a intenção de fazer o Bem, e em tudo vereis
a manifestação da Sábia Providência.
Não tenhais medo e não vos enclausureis na inércia como quem
retrocede e se oculta, com o pensamento de que a Vida não o encontrará,
mais cedo ou mais tarde, para arrancá-lo ao comodismo e trazê-lo de volta à
realidade.

Bezerra de Menezes
Psicografia Carlos Baccelli. Do livro: A corgaem da fé

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Ontem e hoje

Ontem o fascínio dos sentidos,
hoje a prova amarga, educativa.

Ontem o desgaste, os excessos,
hoje a fragilidade dos órgãos, doenças.

Ontem tudo gozo, tudo delírio,
hoje céu de cinza e lágrima penitente.

Ontem o descaso, a impulsividade,
hoje tristes pesares a se multiplicarem.

É assim...

Vive o ser na roda das múltiplas vidas
em idas e vindas,
caindo e levantando, iludindo-se,
despertando...

Cuida para que o teu hoje
não se desdobre no amanhã
em contas de difícil ajuste.

Deixa que o teu ontem
se dissolva nas experiências necessárias
e liberta-te das amarras negativas.

Ontem e hoje, hoje e ontem,
desvelando os horizontes
para a evolução do espírito.

terça-feira, 15 de abril de 2008

Vigilância sem alienação

Jesus recomendou-nos a oração e a vigilância para que soubéssemos caminhar no mundo, sem ceder aos percalços das tentações e dos desequilíbrios que ainda nos assinalam a personalidade primitiva.
Refletindo, maduramente, compreenderemos o porquê dessa recomendação feita pelo Mestre . Em primeiro lugar, como ainda trazemos as marcas do primitivismo latentes em nós, fácil é ceder aos seus reclames, sem maior resistência. Isso em função da força das sensações corporais prazerosas que dominam nosso campo psíquico, levando-nos a repetir práticas consideradas satisfatórias ao bem-estar dos sentidos físicos.
Em segundo lugar, o indivíduo uma vez mergulhando na vivência do prazer e da satisfação começa a crer que a razão da existência é aquele tipo de compensação e passa, não a dominar, mas a ser dominado pelo desejo. Por força da repetição, pelo processo de automatização de impulsos, perde o controle de si e é, exatamente nesse ponto, que os sentimentos mais ancestrais de egoísmo, orgulho e vaidade, começam a produzir uma auto-imagem distorcida daquilo que ele realmente é, e passa, também, a fazer do outro objeto de sua realização, dando espaço para o surgimento da indiferença, da maldade e da crueldade, campo em que ninguém consegue sair-se sem prejuízos sérios para sua jornada evolutiva.
Por fim, tomado de toda essa gama complexa de sensações e vivência, o indivíduo aliena-se de sua condição de espírito imortal; daí a dificuldade de esclarecer aqueles que estão mergulhados na satisfação do ego, quanto a necessidade de se libertarem dessa roda de quedas que se repetem quase sucessivamente até que o ser , entrando numa fase de desgaste, por força de impositivos evolutivos, comece a fazer o caminho de reeducação dos sentimentos, a custa de sofrimentos e lágrimas, tendo que reencontrar em sua caminhada os parceiros ou parceiras de ilusões anestesiantes, para entre provas e dificuldades, reabilitarem-se perante a própria consciência.
Sem dúvida, crescer não é tarefa fácil, o processo de ascensão é árduo e vai requerer de cada um a sua quota de renúncia e perseverança a fim de que possa atingir o altiplano da sublimação de seus impulsos primevos, fazendo surgir o homem novo das citações evangélicas.
Assim, abraça com determinação as provações e empeços que te foram legados pela vida, sem vacilar e sem evadir-se através das fugas espetaculares, cumpre tua missão com a certeza de que só assim poderás conseguir a paz e a segurança para avançar na trilha da tua evolução.
Se orar é imperioso, vigiar é imprescindível, porquanto, quem se deixa levar pelos seus impulsos, termina por despertar em condição de dor e abatimento profundo.
Possamos repetir com o Cristo: eu venci o mundo, para nós, de outra forma, eu venci a mim mesmo. Já que não existe, de fato, outra vitória.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Aos fracos da vontade


Homem levanta o véu do teu futuro,
troca o prazer sensualista e obscuro
pelo conhecimento da verdade.
Foge do escuro ergástulo do mundo
E abandona o Desejo moribundo
Pelo poder da tua divindade.

Teu corpo é todo um orbe grande e vasto:
Livra-o do mal onífero, nefasto,
Com a espada da tua mente, eterno, esplenda,
Dando a teu mundo a mágica oferenda
Da alegria em divina plenitude.

Deixa o conjunto de ancestralidades
Da carne - o eterno símbolo do hades -
Onde o espírito clama, sofre e chora;
Deixa que as tuas glândulas do pranto
Te salvem do cadinho sacrossanto
Da lágrima pungente e redentora

Mas, sobretudo, observa o pensamento
Fonte da força e altíssimo elemento,
Em que toda molécula se cria:
Da existência ele faz sepulcro abjeto
Ou jardim luminoso e predileto,
De arcangélicas flores de harmonia.

Ouve-te sempre a ronda do mistério,
Mas faze de tua alma um grande império
De beleza, de paz e de saúde:
Que as tuas agregações moleculares
Vivam livres de todos os pesares,
Com os tônicos sagrados da virtude.
Tua vontade esclarecida e forte
Triunfará das angústias e da morte
Além dos planos tristes da matéria,
Mas a tua vontade enfraquecida
É a meretriz no báratro da vida,
Amarrada no catre da miséria!


Augusto dos Anjos
Psicografia Chico Xavier. Do livro: Parnaso de Além Túmulo

Ouro-de-tolo



Você já deve ter ouvido a expressão "ouro-de-tolo". E o que é isso?

Ele é amarelo como o ouro. Tem um brilho metálico como o do ouro. Muitas vezes, é encontrado em minas onde há ouro. Mas não é ouro! É o ouro-de-tolo: um mineral conhecido como pirita! Presente em todo o mundo ‐ inclusive no Brasil ‐, ele já fez muita gente de boba, pensando que estava rica, quando, na verdade, continuava pobre, pobre...

A analogia serve bem para nos referirmos à conduta diante da vida, de grande contigente de pessoas. Elas se aferram aos valores do mundo como se fossem uma coisa preciosa, quando na verdade estão atraz de um ouro-de-tolo.

É a imaturidade do senso moral e o completo apego as sensações mais grosseiras do corpo que levam tais criaturas a viver uma espécie de ilusão dos sentidos. Prazer, realização, poder, são para elas atrativos tão fortes que se deixam levar por suas diretrizes sem se dar conta de que todos eles são valores transitórios que se extinguem com a vida física, deixando apenas o saldo positivo ou negativo das ações que motivaram.

Esquecidos, verdadeiramente, de que são espíritos em breve estágio de aprendizagem, apegam-se a propria personalidade, fazendo ressumar dos refolhos do incosnciente profundo, todos os condicionamentos permissivos e ilusórios que ficaram arquivados, e passam a viver como se donos da mais perfeita razão e lógica, que traduzem por "sei o que quero" ,"sou uma pessoa determinada", "tenho meus pontos de vista", "não me interessam os outros" , donde podemos perceber a teia doentia em que estão enredados e da qual serão as maiores vítimas.

Se o ouro-de-tolo das aquisições transitórias ainda produz grande sedução sobre teu espírito, pára um pouco e começa a meditar seriamente, através de conceitos esclarecedores que te permitam ter uma visão realista da vida. Se queres sacrificar séculos por gozos de dias, pensa um pouco mais. Entre delírio e fantasia ninguém consegue ter os pés no chão, para reconhecer o terreno onde pisa.

E mais, lembra-te daqueles que se julgavam ricos e que continuavam pobres, pobres...

Para a contabilidade da vida, isso significa recomeço de aprendizagem. Pois segundo palavras de Joanna de Ângelis: "ninguém atinge a plenitude da montanha sem a vitória pelo vale que necessita ser vencido" .

Não nos enganemos com as aparências

Surgem por toda parte notícias terríveis que parecem denunciar a completa falência da moral humana. Interesses mesquinhos e egoisticos orientam mentes para a consecução de ações bárbaras, em que se revelam as fixações nos baixos instintos. A cobiça, a corrupção, a sexolatria , a vaidade enlouquecida, parecem estabelecer um império de forças tirânicas a se perpetuarem , dominando todos os que se lhes alinham na mesma faixa de vibrações degradantes. Diante de todo esse contexto, por vezes alguns indagam: Mas onde está Deus?
Leiamos o texto a seguir para que ,refletindo com maturidade, possamos compreender melhor os quadros da vida, invariavelmente perpetrados pelo próprio ser, julgando-se inatingível e que, em verdade, apenas demonstra a ignorância e o fascínio doentio de que é portador.

Ante a Bondade de Deus
Quando a feição do mal se afigure terrível, a ponto de insinuar nos espíritos mais valorosos a falsa suposição de que se encontram à frente da derrota do bem, medita nos recursos de Deus e prossegue na execução do dever que as circunstâncias te atribuem para que o bem prevaleça.
Não te intimidem opiniões do desânimo, pareceres da dúvida, ameaças do crime ou exigências da inquietação.
Continua leal à tarefa edificante que a vida te reservou.
Medo e aflição alastram-se, geralmente, ante as arremetidas do mal; no entanto, a Bondade de Deus, sem alarde, intervém nas causas que as produzem, restaurando a segurança da paz e a marcha do progresso.
Tiranos do passado, galardoados com as prerrogativas do poder, esmagaram povos inteiros, fornecendo a idéia de que lograriam perpetuar a iniquidade entre as Nações, mas a bondade de Deus, em silêncio, esperou a renovação que orienta os processos da natureza e, em novas reencarnações, deu-lhes a disciplina dos escravos, na qual aprenderam, louvando o sofrimento, quanto dói a ferida dos que foram situados em servidão.
Malfeitores arguciosos, que a posse do ouro tantas vezes conserva impunes estenderam orfandade e viuvez, oferecendo a impressão de que propiciariam à ganância, força de lei sobre a Terra, mas, em silêncio, a bondade de Deus esperou a grande transformação que lhes competia e, em novas reencarnações, deu-lhes a disciplina dos filhos das regiões desoladas, na qual aprenderam, louvando o sofrimento, quanto dói o cativeiro da penúria e da fome.
Criminosos inteligentes, garantidos pelo favor das convenções sociais, estabeleceram o império temporário da delinquência afetiva, parecendo arrasar toda a conceituação de respeito e de amor, entre as criaturas, mas, em silêncio, a bondade de Deus esperou pelas metamorfoses inevitáves da vida e, em novas reencarnações, deu-lhes a disciplina do corpo enfermo, na qual aprenderam, louvando o sofrimento, quanto dói o infortúnio dos que foram atirados ao desequilíbrio emotivo.
Trabalha e confia no setor do bem que o mundo te entregou. E, quando o mal se alteie, diante de ti, prometendo esgotar-te todas as reservas de serviço e de resistência, confia e trabalha, mesmo assim, na certeza de que, acima de todas as nossas forças podes contar, invariavelmente, com os recursos de Deus.

Emmanuel
Psicografia Chico Xavier. Do livro: Escrínio de Luz

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A caminhada humana neste mundo

Tragédias, dores, pesares,
angústias, desolações.
Conflitos, rebeldias, revoltas,
leviandades, irreflexões.
A caminhada humana neste mundo
reflete a essência interior ,
cultivar desequilíbrio é insanidade
que reverte em prejuizo e dor
Não aceite os convites da loucura
que a muitos conduz sem piedade
faça luz nos olhos e na alma
seja alguém que renuncia a insanidade
Preserva o coração contra os excessos
que podem ensombrar qualquer caminho
discerne entre a ilusão e a realidade
e poupa-te de acumular espinhos
Você vai seguir por onde quer
terá as experiências que buscar
mas lembra sem esquecimento
que terá de colher o que plantar
Se o sol te bastar por companhia
afasta as sombras , regozija-te,
age sempre com a consciência tranquila
e a existência será uma dádiva para ti.

Americano se mata após receber coração de suicida

Um americano que havia recebido o coração de um suicida em um transplante, há 13 anos, se matou da mesma forma que seu doador, afirma uma reportagem do jornal americano Beaufort Gazette.
Segundo o jornal, Sonny Graham sofria de insuficiência cardíaca congestiva quando recebeu, em 1995, o coração de Terry Cottle, que havia se matado com um tiro na cabeça.
Depois de um ano com o novo órgão, ele procurou a família de Cottle para agradecer pelo órgão e acabou se envolvendo e casando com a viúva de seu doador, Cheryl Cottle, em 2004.
O jornal cita fontes da polícia e afirma que, na semana passada, Sonny Graham, que morava no Estado americano da Geórgia com a esposa e tinha 69 anos, se matou com um tiro na garganta na garagem da residência do casal.
De acordo com um amigo de Graham, cerca de 300 pesssoas compareceram ao funeral, realizado na sexta-feira na cidade de Viladia, na Geórgia.
Segundo os amigos do casal, Graham não aparentava estar deprimido.
HerançaO fenômeno da herança de traços da personalidade do doador em transplantados já foi estudado por cientistas.
Em 2002, a revista científica Journal of Near-Death Studies publicou uma pesquisa extensiva realizada pelo neuroimunologista Paul Pearsall sobre o assunto.
Pearsall havia entrevistado cerca de 150 receptores que haviam passado por transplantes de coração ou de pulmão e afirmou que as células vivas do tecido do órgão transplantado tinham a capacidade de memória.
A teoria, conhecida como "memória celular", foi tema de um livro escrito por Pearsall e inspirou ainda outra publicação - 'A Voz do Coração', da professora de dança Claire Sylvia.
Ela, que havia sido entrevistada por Pearsall, descreve sua experiência depois que recebeu o coração de um jovem em um transplante. Sylvia, que nunca havia bebido cerveja, acordou da cirurgia pedindo pela bebida - a preferida de seu doador.
Apesar das pesquisas sobre a herança da personalidade dos doadores, vários especialistas em transplantes afirmam que ainda há pouca prova científica sobre esta relação.
BBC Brasil
Esta notícia nos permite refletir seriamente sobre a questão da inter-relação energética entre as criaturas. Não consideramos desprezível a teoria da memória celular, ainda mais se levarmos em conta que todo ser vivo é dotado de fluido vital e esse fluido anima todos os órgãos do corpo . Sendo aceitável a idéia de que há uma "memória" desse conteúdo energético , já que a energia de cada um de nós, expressando a soma total de nossas aquisições e valores poderiam funcionar como verdadeira mola indutiva ao ser inserida em outro organismo. Importante se diga, que mesmo tal acontecendo, não exoneraria aquele que sofre a indução de usar de seu arbítrio para aceitá-la ou rejeitá-la.
Uma outra possibilidade, que também deve ser considerada, principalmente levando em conta o tempo que se passou entre o transplante e a atitude do suicídio, e ainda, pelo fato do receptor do órgão ter contraido relação com a esposa do doador, é a de uma obsessão, seja consciente, ou inconsciente. (leia-se aqui no blog uma máteria sobre obsessão)
A obsessão, assim considerada, seria a influência do psiquismo do desencarnado, no caso o doador, sobre o encarnado, o receptor. Do ponto de vista consciente seria a ação intencional do espirito do morto de levar o sr. Sonny a cometer o mesmo ato que o retirou do mundo dos vivos, nesse sentido, constituindo uma vingança por este ter se "apropriado" de sua vida (parceira, etc.)
No sentido incosnciente, seria a simples presença do desencarnado ao lado da vítima, criando uma verdadeira hipnose , de sua mente enfermiça e atormentada, sobre a mente do obsidiado.
Voltamos a reiterar que, seja qual for a possibilidade desse evento, o espirito do sr. Sonny Graham não encontra, diante da lei, atenuantes para o uso indevido do arbítrio que o retirou da realidade corpórea.
Um acontecimento como esse mostra o quanto o homem precisa aprender sobre a realidade espiritual que se encontra na base da vida humana. Preconceitos, visão limitada, produzem apenas os preconceitos e a falta de esclarecimento necessária para interpretarmos de forma correta os fenômenos da vida.
Enquanto a ciência abordar o ser humano como , apenas, um conglomerado de músculos e ossos, não conseguirá apreender as grandes verdades que se encontram por trás de atos dessa natureza.
Rezemos todos pela alma do sr. Sonny e também pela do sr. Terry , que deixaram a vida de forma tão trágica e infeliz, tendo agora que aguardar uma nova oportunidade no corpo para refazerem a aprendizagem e os compromissos desprezados.
Viver, mesmo entre dores e problemas é um ato de crescimento. Fugir, jamais. Os que fogem terminam por encontrar pela frente os mesmos fantasmas que abandonaram e, geralmente, muito mais feios e maiores do que eram.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

O sol brilha sempre

Quando a tristeza quiser
assenhorear teu coração
diga não.

Quando o pessimismo ameaçar
tornar tudo desilusão
diga não.

Quando a dor e o desencanto
quiserem forjar a escuridão
diga não.

O sol brilha sempre
para além da noite passageira
seja a esperança teu sentimento
seja a alegria tua bandeira.

Se a enfermidade campeia,
se a ilusão avança com pressa
paciência, não se inquiete,
tudo passa tão depressa.

Conserve a serenidade e a fé no criador.
Você póde ter certeza, apesar de toda loucura,
de toda irreflexão, Jesus é o guia e o modelo
e a sua senha é o AMOR.